25.12.07
Enfim - Parte 2

Festival Planeta Terra, São Paulo, 10.nov.07
Bem diferente da edição paulistana do Tim Festival, este evento foi marcado pela organização e pontualidade. Tudo bem, o lugar era longe de tudo que se poderia imaginar, mas o espaço era bem legal. Grande e espaçoso, com árvores e galpões fechados. Tinha praça de alimentação decente, com mesinhas, uma infinidade de banheiros químicos e espaços bem bonitos para fotologgers fazerem a festa. E sem falar que o que eu mais gostei foi da parte sustentabilidade do evento. Tudo bem que eu acho que as pessoas jogavam o lixo no lixo e ponto. Sem separar nem nada, mas só pela iniciativa já vale muitos pontos. Logo na entrada, todos ganhavam um tubinho (igual a um tubo de ensaio, só que de plástico) com tampinha para fumantes e baleiros jogar seus "resíduos" lá dentro. Além disso, tinha muitas outras coisas feitas de material reciclado.
Em relação a som, o palco externo tinha o som ótemo, como deveria ser em qualquer show desse porte. Já o palco dentro de um dos galpões variava entre o mais ou menos e o bom. Mas nada que deixasse parecer com um radinho de pilha.
Chegando lá, o primeiro show (pela metade) que eu vi foi o da banda mineira Pato Fu. Sou fã deles e sempre que posso vou vê-los tocando ao vivo. E show deles nunca falha: é sempre bom. A simpatia e o bom humor de sempre da banda faz com que os shows sejam sempre diferentes. Ainda estava claro, mas mesmo assim foi bem legal ver Capetão 66 e todos os barulhos e efeitos sonoros. E achei mais legal ainda a organização do evento ter convocado-os para participar do festival. Não só porque sou fã da banda, mas é legal ver algo diferente de Pitty, NXZero, Fresno e outras "bandinhas" ( não estou menosprezando! Só são bandinhas pela idade média de cada integrante, que geralmente não passa da casa dos 20...rs).
Antes de terminar o show dos Fus, fomos correndo ao palco 2, que ficava dentro de um galpão para ver o Tokyo Police Club. Para ser bem sincera, quando eu ouvi a banda, não achei nada de mais, nem gostei para dizer a verdade. Mas no show, posso dizer que eu seria a fã nº 1!!! rs... Adorei! Som fofo, meninos fofos e tudo muito fofo!!! Achei bem legal e foi no esquema dos Arctic Monkeys: 1, 2, 3, 4 vai! Pena que peguei o show pela metade, mas tudo bem.
Depois disso, demos uma pausa, ogrinhos, fomos comer e encontramos pessoas pelo caminho. No palco principal estava rolando o Instituto, que tocou Tim Maia. Nada contra, mas estava com fome e depois não iríamos parar para fazer isso, certeza. Então tudo foi pensado e programado.
Novamente no palco dentro do galpão, fomos ver o Data Rock em ação. Não conhecia a banda e no começo achei o som bem pesado... (eu jurava que o Data Rock seria uma dupla de djs, tipo 2manydjs...rs) Mas depois a coisa começou a ficar mais leve e muito, mas muito divertida. Daí, não tenha dúvidas: todos se acabaram de dançar e rir. E quando todo mundo achou que tinha acabado, eles soltam:
(não, este video não foi feito por mim. Eu até tentei colocar o que eu gravei, mas está dando erro toda hora...:/)
Depois da festinha do Data Rock, todos saíram felizes e fomos ver a tal da Lilly Allen...que lógico, decepcionou. Demos uma rápida olhadela no look da moça e voltamos para o palco do galpão, onde ia começar o CSS. O show da banda marcou a sua volta à terrinha e, dizem as críticas que foi o show da reconciliação da banda com o público paulistano. Isso porque disseram que o show da banda em 2004 foi bem mais ou menos. Eu não sei porque não fui. Só sei que o show de 2007 no festival Planeta Terra foi bem legal. Seguindo a mesma linha do Data Rock, foi uma festinha, todo mundo cantando, gente de nariz torto pelo sucesso da banda e coisas típicas do ego paulistano não estragaram em nenhum momento. Músicas novas foram apresentadas e , mesmo desconhecida pelo público, conseguiram manter a temperatura alta.
Mas a hora mais angustiante do festival chegou e juro que até agora não sei se fiz a escolha certa. Sim fiz porque o show foi incrível, mas queri MUITO ter visto o Rapture, que agora, com o show deste ano, já perdi DOIS! Como vocês puderam ver, eu escolhi em ver os tiozinhos modernetes do DEVO e foi bem legal. Divertido, engraçados e simpáticos. O melhor de tudo eram as dancinhas que todos da banda faziam durante as apresentações. Mas confesso que a angústia de saber que o Rapture estava logo ali fazendo no mínimo um showzaço atrapalhou a minha concentração no Devo. Fiquei o tempo todo "assim que eles tocarem Time up for fun vou correr para ver o Rapture". Essa frase qse que virou um mantra na minha cabeça, mas advinhem: eles não tocaram e eu assisti o show inteiro deles e vi um restinho do bis do Rapture. Triste ou não, eu ainda não sei. Só sei que os tiozinhos arrasaram no show, rasgaram suas roupas, fizeram dancinhas, se fantasiaram e tudo o mais. É, eu não me arrependo, mas que eu queria ver o Rapture, ahhh isso eu queria. Na verdade eu queria ser duas naquela hora.
Depois de toda essa angústia e neura, aparece o Kasabian... Que eu assisti bem de mau-humor. Meu amigo Senderson que o diga... Coitado, teve que aguentar o meu bico por EU não ter ido assistir o Rapture... Coisas de gente mal resolvida como eu...rs. Com tudo isso, só cheguei a conclusão de que o Kasabian não era uma banda para fechar o festival (não, eu não gosto do Kasabian e tenho medo do vocalista que tem uma mão gigante e os braços mais longos que eu já vi...) Mas o show foi bom, tecnicamente falando. O meu amigo que gosta da banda, adorou.
Balanço de tudo isso?:
1º: Devo
2º: Data Rock
3º: Tokyo Police Club
4º: CSS
5º: Pato Fu
Mas o show foi bem divertido. Aliás, show devem ser sempre divertidos. Uma festa com suas bandas prediletas no palco e ótema companhia para garantir =)
Fotos: kttrina/ minha foto: MC'Dubraix
18.12.07
Carta
Abaixo, uma carta que a Suzana, minha professora, enviou:
8º semestre 2007
Celebramos hoje aqui um grande feito de um grande grupo de alunos, pais e professores. O conhecimento nos faz assim. Nos faz todos filhos de Anita Malfati. Podemos ser, se quisermos.
Caros alunos, agora o mundo se apresenta como um Mágico de Oz num circo mágico de Orquídeas.
Também podemos acreditar que estamos juntos guiados por Gregório de Matos em seus Autos da Barca num mar repleto mar de compaixão pelos sete pecados capitais. Falo da vida como felizes encontros, que algumas vezes parece se deparar com uma grande barreira mas que se abre para belos corais surpeendentes como em um universo romântico. Ainda que muitas vezes o jovem Werther de Goethe venha nos rodear, nos deixando confusos entre o real e a fantasia como um mundo digital, nossa alma não é vendida – e não deve ser – o que encontramos aqui, ao longo de toda essa convivência é um afeto embalado pelas Bachianas de Villa-Lobos. Um embalo certamente que nos desconforta algumas vezes nos apresentando um estado tal como no estranho mundo de Jack – As diferenças angustiam... Até que o confronto no espelho com seu ego narcísico descompassa e rompe a mesmice da segurança. Agora, só nos resta mudar. Somos ciganos na riqueza da caatinga – nossos sentimentos se sobrepõem tal como um origami de sensibilidades, nos conduzindo a mandalas de Gaudi tão surpreendentes como a Ave Maria entoada por devotos na Catedral de Notre Dame – Nossa Senhora.
Somos nós – buscando a sustentabilidade de nossos amores – isso vale a pena. Seguimos assim, como jogadores e jogadoras de tantas paixões num futebol de ardores. Afirmamos agora nossas biografias como uma impressão digital que a tecnocultura e o elevado processo de criação irá nos impelir.
Vejo todos nós – vagueando pelas milmaravilhas da Serra da Capivara para falar de um mundo nosso. Um desejo como um vulcão nos irrompe; lutas homéricas e rupturas como o protestantismo também lançou – mas ainda somos todos AQUI e AGORA – sempre um corpo só. Não nos separamos mais – nossas vidas se entrelaçaram como num balé de Giselle.
Nos encontramos na moda, não na guerra.
Éramos formas e ferramentas – construímos uma toy arte de cotidianos onde perambulam deusas gregas e orixás de benevolências. Ainda que a loucura tenha nos olhado de soslaio, os sinais transitam nos engrandecendo de impulsos miraculosos.
Cá estamos, queridos alunos. O peso das intensidades nos conduziu à leveza do amor de sócrates na mais bela celebração da vida. Vocês!
Adorei =)
8º semestre 2007
Celebramos hoje aqui um grande feito de um grande grupo de alunos, pais e professores. O conhecimento nos faz assim. Nos faz todos filhos de Anita Malfati. Podemos ser, se quisermos.
Caros alunos, agora o mundo se apresenta como um Mágico de Oz num circo mágico de Orquídeas.
Também podemos acreditar que estamos juntos guiados por Gregório de Matos em seus Autos da Barca num mar repleto mar de compaixão pelos sete pecados capitais. Falo da vida como felizes encontros, que algumas vezes parece se deparar com uma grande barreira mas que se abre para belos corais surpeendentes como em um universo romântico. Ainda que muitas vezes o jovem Werther de Goethe venha nos rodear, nos deixando confusos entre o real e a fantasia como um mundo digital, nossa alma não é vendida – e não deve ser – o que encontramos aqui, ao longo de toda essa convivência é um afeto embalado pelas Bachianas de Villa-Lobos. Um embalo certamente que nos desconforta algumas vezes nos apresentando um estado tal como no estranho mundo de Jack – As diferenças angustiam... Até que o confronto no espelho com seu ego narcísico descompassa e rompe a mesmice da segurança. Agora, só nos resta mudar. Somos ciganos na riqueza da caatinga – nossos sentimentos se sobrepõem tal como um origami de sensibilidades, nos conduzindo a mandalas de Gaudi tão surpreendentes como a Ave Maria entoada por devotos na Catedral de Notre Dame – Nossa Senhora.
Somos nós – buscando a sustentabilidade de nossos amores – isso vale a pena. Seguimos assim, como jogadores e jogadoras de tantas paixões num futebol de ardores. Afirmamos agora nossas biografias como uma impressão digital que a tecnocultura e o elevado processo de criação irá nos impelir.
Vejo todos nós – vagueando pelas milmaravilhas da Serra da Capivara para falar de um mundo nosso. Um desejo como um vulcão nos irrompe; lutas homéricas e rupturas como o protestantismo também lançou – mas ainda somos todos AQUI e AGORA – sempre um corpo só. Não nos separamos mais – nossas vidas se entrelaçaram como num balé de Giselle.
Nos encontramos na moda, não na guerra.
Éramos formas e ferramentas – construímos uma toy arte de cotidianos onde perambulam deusas gregas e orixás de benevolências. Ainda que a loucura tenha nos olhado de soslaio, os sinais transitam nos engrandecendo de impulsos miraculosos.
Cá estamos, queridos alunos. O peso das intensidades nos conduziu à leveza do amor de sócrates na mais bela celebração da vida. Vocês!
Adorei =)
14.12.07
Enfim - Parte 1
Enfim chega o final de ano e finalmente vou atualizar este blog... Vamos começar pelo que está mais atrasado: os shows!
Tim festival, São Paulo, 27.out.07 (é, a dinâmica da internet não funciona com este blog...rs)

O tim festival se foi há muito tempo (há 2 meses, para ser mais exata, rs) e posso dizer que melhorou 1 aspecto: o som. Mas teve momentos em que ele ficava ruim, não sei por que. Mas no geral, foi bem melhor do que no show do Strokes, onde um rádinho de pilha tinha um som melhor do que a apresentação da banda ao vivo.
Por outro lado, a organização continua dando mancadas, e mancadas bem feias, e quem se ferra, sempre (afinal, estamos no Brasil) é a ponta, ou seja, o cliente. Para começar, a água não durou o suficiente e um copo de 300ml que era vendido a R$3,00, no final do evento virou uma garrafa de 500ml pelo mesmo preço, sem esquecer que ficou um tempo sem água, pois tinha "acabado". Cerveja quente a R$5,00. A pizza acaba no meio do evento e novamente, "do nada" começaram a vender. Como se tudo isso não fosse o suficiente, ladrões agiam dentro do evento. Parece que já é um pacote do próprio Tim Festival. Passa ano e mais um ano e coisa se repete: furtos e mais furtos dentro de um evento onde o valor mínimo para entrar é de R$100,00, o estacionamento custa R$20,00 e a água (novamente) R$3,00. E quando se é furtado dentro de um evento desses onde o tamanho pede a mobilização de CET, deveria ter no mínimo um monte de policiais. Um monte mesmo. Pois haviam pouco mais de 20 mil pessoas. Cheguei no evento às 19h e saí as 5h e não vi nenhum policial militar rondando. Apenas dois bombeiros cruzaram o alcance da minha vista. O mais engraçado é que quando o evento aconteceu na sua versão integral, no jockey (ou na chácara do jockey, não me lembro) a organização é outra e até hoje não entendo porque, mesmo sendo em uma edição especial, eles não conseguem fazer o mesmo.

Enfim. Mesmo com quase toda a parte de organização de evento sendo uma bosta, ainda posso guardar boas lembranças que é mérito dos artistas. (A organização do evento pode falar que se não fossem eles nada disso teria acontecido, mas é mais fácil as bandas e artistas falarem isso. Porque o evento em si, em prestação de serviço, foi um show de horror). O show da Bjork foi lindo e lindo e mil vezes lindo. Podem dizer que a música dela é difícil e chata e que dá sono (que foi o que eu ouvi durante o evento, vindo de pessoas amigas e próximas), mas o show é lindo! Cores, pessoas, dancinhas, pulinhos, luzes e papéis brilhantes picados. Sem falar que o som é foda e ela é mais ainda no palco. Simplesmente INCRÍVEL. E sem falar do sotaque fofinho com erres..."I'm going to intrrrrroducing the band"...rs
Bom eu tinha que começar pelo mais incrível, mas também tivemos outro ótemos momentos (volto a dizer: mérito APENAS das bandas e artistas). Antes da Bjork, o Spank Rock e o Hot Chip apareceram. Eu não vi o Spank Rock, e fiquei um pouco triste por isso... Já o Hot Chip, eu os vi (pela metade)... O som parou no meio do show, mas posso dizer que o show, hum, é bom. É que eu não gosto muito da banda, na verdade não conheço muito bem, só aquela música que eu acho bem chata "Over and Over"... Mas eles foram bem e ponto. Tirando o stress de terem parado durante meia hora por falhas no som, sim, foi bom.
Depois entrou a Bjork que vocês já leram acima (esqueci de dizer só que eu queria, lógico, que o show tivesse acontecido num lugar fechado, bem escuro, para que todas as cores e luzes e outros apetrechos ressaltassem, mas tudo bem.).

Juliette e sua banda subiram ao palco e diferente do que as pessoas esperavam, o show não empolgou. Mesmo a Juliette ter interagido com o público e rolado pelo palco, não empolgou. Na minha opinião foi a parte mais fraca do show. Talvez por eles terem se apresentado depois da Bjork e seria bem difícil superar expectativas. AS MINHAS EXPECTATIVAS. Afinal, esperava pela apresentação da pequena islandes há tempos. E depois quem apareceu foram os meninos do Arctic Monkeys que fizeram, um puta show. Show simples, tipo 1, 2, 3, 4 vai! E nessa hora o som estava incrívelmente limpo, parecia que tinham trocado as caixas por um sistema double surround sound. Isso já passava da 1 da manhã e ainda faltava mais uma banda para tocar, em plena madrugada de uma segunda-feira. O meninos tocaram todos os hits, entre eles: Dancing Shoes, Fake Tales of San Francisco, I Bet That You Look Good On A Dancefloor, A Certain Romance e Brianstorm mas faltou a que eu mais queria ter ouvido: Mardy Bum. Mas tudo bem. Eles deram uma sacudida, depois de uma longa espera (entre montagens e desmontagens de palco).
Depois de uma longa, longa espera (a maior de todas que ocorreram durante o show) aparece o The Killers com o seu palco...de gosto duvidoso, eu diria. Beirando o cafona, rs. Mas eles chegaram chegando, e a qualidade do som ficou variando entre o mais ou menos e o bom. Isso às 3 da manhã (o show do The Killers, pela programação do festival, estava marcado para começar à 1 da manhã). Enfim, o show, mesmo com todos esses contratempos, foi bem legal. Eu me diverti e pulei até às 5h. Tocaram todos os hits possíveis e imagináveis e foi aí que me dei conta que o Killers é uma banda incrívelmente pop. Um pop bacana que fez todo mundo ficar acordado até cedo e ir trabalhar na segunda, logo depois do show.
No meu balanço dos shows de domingo (29.out.07) fica assim:
1º: Bjork
2º: Arctic Monkeys
3º: The Killers
4º: Hot Chip
5º: Juliette and the Licks
Ah, e antes de tudo isso, teve Girl Talk na The Week, que foi bem, mas beeeeeeeem legal! Foi postado rapidamente aí embaixo. (este post foi mais "dinâmico" rs...)
Fotos: kttrina
Tim festival, São Paulo, 27.out.07 (é, a dinâmica da internet não funciona com este blog...rs)
O tim festival se foi há muito tempo (há 2 meses, para ser mais exata, rs) e posso dizer que melhorou 1 aspecto: o som. Mas teve momentos em que ele ficava ruim, não sei por que. Mas no geral, foi bem melhor do que no show do Strokes, onde um rádinho de pilha tinha um som melhor do que a apresentação da banda ao vivo.
Por outro lado, a organização continua dando mancadas, e mancadas bem feias, e quem se ferra, sempre (afinal, estamos no Brasil) é a ponta, ou seja, o cliente. Para começar, a água não durou o suficiente e um copo de 300ml que era vendido a R$3,00, no final do evento virou uma garrafa de 500ml pelo mesmo preço, sem esquecer que ficou um tempo sem água, pois tinha "acabado". Cerveja quente a R$5,00. A pizza acaba no meio do evento e novamente, "do nada" começaram a vender. Como se tudo isso não fosse o suficiente, ladrões agiam dentro do evento. Parece que já é um pacote do próprio Tim Festival. Passa ano e mais um ano e coisa se repete: furtos e mais furtos dentro de um evento onde o valor mínimo para entrar é de R$100,00, o estacionamento custa R$20,00 e a água (novamente) R$3,00. E quando se é furtado dentro de um evento desses onde o tamanho pede a mobilização de CET, deveria ter no mínimo um monte de policiais. Um monte mesmo. Pois haviam pouco mais de 20 mil pessoas. Cheguei no evento às 19h e saí as 5h e não vi nenhum policial militar rondando. Apenas dois bombeiros cruzaram o alcance da minha vista. O mais engraçado é que quando o evento aconteceu na sua versão integral, no jockey (ou na chácara do jockey, não me lembro) a organização é outra e até hoje não entendo porque, mesmo sendo em uma edição especial, eles não conseguem fazer o mesmo.
Enfim. Mesmo com quase toda a parte de organização de evento sendo uma bosta, ainda posso guardar boas lembranças que é mérito dos artistas. (A organização do evento pode falar que se não fossem eles nada disso teria acontecido, mas é mais fácil as bandas e artistas falarem isso. Porque o evento em si, em prestação de serviço, foi um show de horror). O show da Bjork foi lindo e lindo e mil vezes lindo. Podem dizer que a música dela é difícil e chata e que dá sono (que foi o que eu ouvi durante o evento, vindo de pessoas amigas e próximas), mas o show é lindo! Cores, pessoas, dancinhas, pulinhos, luzes e papéis brilhantes picados. Sem falar que o som é foda e ela é mais ainda no palco. Simplesmente INCRÍVEL. E sem falar do sotaque fofinho com erres..."I'm going to intrrrrroducing the band"...rs
Bom eu tinha que começar pelo mais incrível, mas também tivemos outro ótemos momentos (volto a dizer: mérito APENAS das bandas e artistas). Antes da Bjork, o Spank Rock e o Hot Chip apareceram. Eu não vi o Spank Rock, e fiquei um pouco triste por isso... Já o Hot Chip, eu os vi (pela metade)... O som parou no meio do show, mas posso dizer que o show, hum, é bom. É que eu não gosto muito da banda, na verdade não conheço muito bem, só aquela música que eu acho bem chata "Over and Over"... Mas eles foram bem e ponto. Tirando o stress de terem parado durante meia hora por falhas no som, sim, foi bom.
Depois entrou a Bjork que vocês já leram acima (esqueci de dizer só que eu queria, lógico, que o show tivesse acontecido num lugar fechado, bem escuro, para que todas as cores e luzes e outros apetrechos ressaltassem, mas tudo bem.).
Juliette e sua banda subiram ao palco e diferente do que as pessoas esperavam, o show não empolgou. Mesmo a Juliette ter interagido com o público e rolado pelo palco, não empolgou. Na minha opinião foi a parte mais fraca do show. Talvez por eles terem se apresentado depois da Bjork e seria bem difícil superar expectativas. AS MINHAS EXPECTATIVAS. Afinal, esperava pela apresentação da pequena islandes há tempos. E depois quem apareceu foram os meninos do Arctic Monkeys que fizeram, um puta show. Show simples, tipo 1, 2, 3, 4 vai! E nessa hora o som estava incrívelmente limpo, parecia que tinham trocado as caixas por um sistema double surround sound. Isso já passava da 1 da manhã e ainda faltava mais uma banda para tocar, em plena madrugada de uma segunda-feira. O meninos tocaram todos os hits, entre eles: Dancing Shoes, Fake Tales of San Francisco, I Bet That You Look Good On A Dancefloor, A Certain Romance e Brianstorm mas faltou a que eu mais queria ter ouvido: Mardy Bum. Mas tudo bem. Eles deram uma sacudida, depois de uma longa espera (entre montagens e desmontagens de palco).
Depois de uma longa, longa espera (a maior de todas que ocorreram durante o show) aparece o The Killers com o seu palco...de gosto duvidoso, eu diria. Beirando o cafona, rs. Mas eles chegaram chegando, e a qualidade do som ficou variando entre o mais ou menos e o bom. Isso às 3 da manhã (o show do The Killers, pela programação do festival, estava marcado para começar à 1 da manhã). Enfim, o show, mesmo com todos esses contratempos, foi bem legal. Eu me diverti e pulei até às 5h. Tocaram todos os hits possíveis e imagináveis e foi aí que me dei conta que o Killers é uma banda incrívelmente pop. Um pop bacana que fez todo mundo ficar acordado até cedo e ir trabalhar na segunda, logo depois do show.
No meu balanço dos shows de domingo (29.out.07) fica assim:
1º: Bjork
2º: Arctic Monkeys
3º: The Killers
4º: Hot Chip
5º: Juliette and the Licks
Ah, e antes de tudo isso, teve Girl Talk na The Week, que foi bem, mas beeeeeeeem legal! Foi postado rapidamente aí embaixo. (este post foi mais "dinâmico" rs...)
Fotos: kttrina
Assinar:
Postagens (Atom)
