18.12.07

Carta

Abaixo, uma carta que a Suzana, minha professora, enviou:


8º semestre 2007


Celebramos hoje aqui um grande feito de um grande grupo de alunos, pais e professores. O conhecimento nos faz assim. Nos faz todos filhos de Anita Malfati. Podemos ser, se quisermos.

Caros alunos, agora o mundo se apresenta como um Mágico de Oz num circo mágico de Orquídeas.

Também podemos acreditar que estamos juntos guiados por Gregório de Matos em seus Autos da Barca num mar repleto mar de compaixão pelos sete pecados capitais. Falo da vida como felizes encontros, que algumas vezes parece se deparar com uma grande barreira mas que se abre para belos corais surpeendentes como em um universo romântico. Ainda que muitas vezes o jovem Werther de Goethe venha nos rodear, nos deixando confusos entre o real e a fantasia como um mundo digital, nossa alma não é vendida – e não deve ser – o que encontramos aqui, ao longo de toda essa convivência é um afeto embalado pelas Bachianas de Villa-Lobos. Um embalo certamente que nos desconforta algumas vezes nos apresentando um estado tal como no estranho mundo de Jack – As diferenças angustiam... Até que o confronto no espelho com seu ego narcísico descompassa e rompe a mesmice da segurança. Agora, só nos resta mudar. Somos ciganos na riqueza da caatinga – nossos sentimentos se sobrepõem tal como um origami de sensibilidades, nos conduzindo a mandalas de Gaudi tão surpreendentes como a Ave Maria entoada por devotos na Catedral de Notre Dame – Nossa Senhora.

Somos nós – buscando a sustentabilidade de nossos amores – isso vale a pena. Seguimos assim, como jogadores e jogadoras de tantas paixões num futebol de ardores. Afirmamos agora nossas biografias como uma impressão digital que a tecnocultura e o elevado processo de criação irá nos impelir.

Vejo todos nós – vagueando pelas milmaravilhas da Serra da Capivara para falar de um mundo nosso. Um desejo como um vulcão nos irrompe; lutas homéricas e rupturas como o protestantismo também lançou – mas ainda somos todos AQUI e AGORA – sempre um corpo só. Não nos separamos mais – nossas vidas se entrelaçaram como num balé de Giselle.

Nos encontramos na moda, não na guerra.

Éramos formas e ferramentas – construímos uma toy arte de cotidianos onde perambulam deusas gregas e orixás de benevolências. Ainda que a loucura tenha nos olhado de soslaio, os sinais transitam nos engrandecendo de impulsos miraculosos.

Cá estamos, queridos alunos. O peso das intensidades nos conduziu à leveza do amor de sócrates na mais bela celebração da vida. Vocês!


Adorei =)

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