
Festival Planeta Terra, São Paulo, 10.nov.07
Bem diferente da edição paulistana do Tim Festival, este evento foi marcado pela organização e pontualidade. Tudo bem, o lugar era longe de tudo que se poderia imaginar, mas o espaço era bem legal. Grande e espaçoso, com árvores e galpões fechados. Tinha praça de alimentação decente, com mesinhas, uma infinidade de banheiros químicos e espaços bem bonitos para fotologgers fazerem a festa. E sem falar que o que eu mais gostei foi da parte sustentabilidade do evento. Tudo bem que eu acho que as pessoas jogavam o lixo no lixo e ponto. Sem separar nem nada, mas só pela iniciativa já vale muitos pontos. Logo na entrada, todos ganhavam um tubinho (igual a um tubo de ensaio, só que de plástico) com tampinha para fumantes e baleiros jogar seus "resíduos" lá dentro. Além disso, tinha muitas outras coisas feitas de material reciclado.
Em relação a som, o palco externo tinha o som ótemo, como deveria ser em qualquer show desse porte. Já o palco dentro de um dos galpões variava entre o mais ou menos e o bom. Mas nada que deixasse parecer com um radinho de pilha.
Chegando lá, o primeiro show (pela metade) que eu vi foi o da banda mineira Pato Fu. Sou fã deles e sempre que posso vou vê-los tocando ao vivo. E show deles nunca falha: é sempre bom. A simpatia e o bom humor de sempre da banda faz com que os shows sejam sempre diferentes. Ainda estava claro, mas mesmo assim foi bem legal ver Capetão 66 e todos os barulhos e efeitos sonoros. E achei mais legal ainda a organização do evento ter convocado-os para participar do festival. Não só porque sou fã da banda, mas é legal ver algo diferente de Pitty, NXZero, Fresno e outras "bandinhas" ( não estou menosprezando! Só são bandinhas pela idade média de cada integrante, que geralmente não passa da casa dos 20...rs).
Antes de terminar o show dos Fus, fomos correndo ao palco 2, que ficava dentro de um galpão para ver o Tokyo Police Club. Para ser bem sincera, quando eu ouvi a banda, não achei nada de mais, nem gostei para dizer a verdade. Mas no show, posso dizer que eu seria a fã nº 1!!! rs... Adorei! Som fofo, meninos fofos e tudo muito fofo!!! Achei bem legal e foi no esquema dos Arctic Monkeys: 1, 2, 3, 4 vai! Pena que peguei o show pela metade, mas tudo bem.
Depois disso, demos uma pausa, ogrinhos, fomos comer e encontramos pessoas pelo caminho. No palco principal estava rolando o Instituto, que tocou Tim Maia. Nada contra, mas estava com fome e depois não iríamos parar para fazer isso, certeza. Então tudo foi pensado e programado.
Novamente no palco dentro do galpão, fomos ver o Data Rock em ação. Não conhecia a banda e no começo achei o som bem pesado... (eu jurava que o Data Rock seria uma dupla de djs, tipo 2manydjs...rs) Mas depois a coisa começou a ficar mais leve e muito, mas muito divertida. Daí, não tenha dúvidas: todos se acabaram de dançar e rir. E quando todo mundo achou que tinha acabado, eles soltam:
(não, este video não foi feito por mim. Eu até tentei colocar o que eu gravei, mas está dando erro toda hora...:/)
Depois da festinha do Data Rock, todos saíram felizes e fomos ver a tal da Lilly Allen...que lógico, decepcionou. Demos uma rápida olhadela no look da moça e voltamos para o palco do galpão, onde ia começar o CSS. O show da banda marcou a sua volta à terrinha e, dizem as críticas que foi o show da reconciliação da banda com o público paulistano. Isso porque disseram que o show da banda em 2004 foi bem mais ou menos. Eu não sei porque não fui. Só sei que o show de 2007 no festival Planeta Terra foi bem legal. Seguindo a mesma linha do Data Rock, foi uma festinha, todo mundo cantando, gente de nariz torto pelo sucesso da banda e coisas típicas do ego paulistano não estragaram em nenhum momento. Músicas novas foram apresentadas e , mesmo desconhecida pelo público, conseguiram manter a temperatura alta.
Mas a hora mais angustiante do festival chegou e juro que até agora não sei se fiz a escolha certa. Sim fiz porque o show foi incrível, mas queri MUITO ter visto o Rapture, que agora, com o show deste ano, já perdi DOIS! Como vocês puderam ver, eu escolhi em ver os tiozinhos modernetes do DEVO e foi bem legal. Divertido, engraçados e simpáticos. O melhor de tudo eram as dancinhas que todos da banda faziam durante as apresentações. Mas confesso que a angústia de saber que o Rapture estava logo ali fazendo no mínimo um showzaço atrapalhou a minha concentração no Devo. Fiquei o tempo todo "assim que eles tocarem Time up for fun vou correr para ver o Rapture". Essa frase qse que virou um mantra na minha cabeça, mas advinhem: eles não tocaram e eu assisti o show inteiro deles e vi um restinho do bis do Rapture. Triste ou não, eu ainda não sei. Só sei que os tiozinhos arrasaram no show, rasgaram suas roupas, fizeram dancinhas, se fantasiaram e tudo o mais. É, eu não me arrependo, mas que eu queria ver o Rapture, ahhh isso eu queria. Na verdade eu queria ser duas naquela hora.
Depois de toda essa angústia e neura, aparece o Kasabian... Que eu assisti bem de mau-humor. Meu amigo Senderson que o diga... Coitado, teve que aguentar o meu bico por EU não ter ido assistir o Rapture... Coisas de gente mal resolvida como eu...rs. Com tudo isso, só cheguei a conclusão de que o Kasabian não era uma banda para fechar o festival (não, eu não gosto do Kasabian e tenho medo do vocalista que tem uma mão gigante e os braços mais longos que eu já vi...) Mas o show foi bom, tecnicamente falando. O meu amigo que gosta da banda, adorou.
Balanço de tudo isso?:
1º: Devo
2º: Data Rock
3º: Tokyo Police Club
4º: CSS
5º: Pato Fu
Mas o show foi bem divertido. Aliás, show devem ser sempre divertidos. Uma festa com suas bandas prediletas no palco e ótema companhia para garantir =)
Fotos: kttrina/ minha foto: MC'Dubraix

Nenhum comentário:
Postar um comentário